sábado, 9 de maio de 2015

O DIÁRIO DE ANNE FRANK

"Não quero que minha vida tenha passado em vão, como a da maioria das pessoas. Quero ser útil ou trazer alegria a todas as pessoas, mesmo àquelas que jamais conheci. Quero continuar vivendo depois da morte! E é por isso que agradeço a Deus por ter me dado esse dom, que posso usar para me desenvolver e para expressar tudo o que existe dentro de mim!" (Anne Frank)

E ela conseguiu! Continua viva! Eternizou-se através das palavras! Ela nos ajuda, ainda hoje, a repensar o holocausto e todo o cruel panorama da Segunda Guerra Mundial para que nunca nos esqueçamos do que houve, das atrocidades que o homem é capaz de cometer. Apenas relembrando, poderemos tentar fazer com que coisas do tipo não se repitam!

Muito já se escreveu sobre este livro que eu li há muitos anos e agora revisitei, numa edição linda de 2014, da Editora Record, aqui no Brasil. O livro é lindo. Um dos mais lindos de minha coleção: capa dura almofadada, com fotos e que imita o verdadeiro diário de Anne Frank. 

O que me fascina nessa obra é o posicionamento crítico e as visões emancipadas de mundo que uma menina, uma jovem de 13 anos é capaz de emitir. Seu diário nos mostra o que foi ser jovem, num ambiente de guerra, especialmente se esse jovem era judeu. 

Quando li pela primeira vez, fiquei muito angustiado, mas na última leitura, vi uma Anne Frank muito diferente! Sim, eu mudei com o passar dos anos e a leitura ganhou novo formato! Percebi uma Anne esperançosa, com sonhos, uma garota impetuosa, objetiva e forte, mesmo diante do peso da prisão em que viveu, escondida dos alemães! 

"Vejo o mundo se transformando aos poucos numa selva, ouço o trovão que se aproxima e que, um dia, irá nos destruir também, sinto o sofrimento de milhões. E, mesmo assim, quando olho para o céu, sinto de algum modo que tudo mudará para melhor, que a crueldade também terminará, que a paz e a tranquilidade voltarão. Enquanto isso, devo me agarrar aos meus ideais. Talvez chegue o dia em que eu possa realizá-los! (Anne Frank)

O texto é muito agradável. As cartas são curtas e o leitor sente desejo de acompanhar a próxima etapa, e a próxima, e a próxima... desvendando as transformações de uma menina em mulher, seus dramas vividos no isolamento de um anexo em Amsterdã, onde se escondeu por anos com mais sete pessoas, vivendo com restrições de todas as ordens.

Anne Frank, você vive! Leitura e escrita caminham juntas! 

Livro Recomendadíssimo!

Meus abraços,
Wagner Dias


sexta-feira, 1 de maio de 2015

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER

Encerrei ontem a leitura de A Insustentável Leveza do ser, de Milan Kundera. Devido à correria da vida, precisei começar e recomeçar a leitura desta obra três vezes. Eu não conseguia me concentrar! Conseguida a proeza de entrar na obra, de estabelecer um contato íntimo com a mesma, a leitura fluiu docemente. Com absoluta certeza, este livro é um dos meus clássicos pessoais. Ficou e ficará marcado na alma. Eu diria que se trata de um soco no estômago no sentido de que, muitas das vezes, complicamos as coisas da vida, tornando pesadas as passagens leves e vice-versa! O livro, que se apoia em fatos históricos, tem uma estrutura narrativa genial! Não é uma leitura linear, faz idas e vindas do passado ao futuro, deste ao passado, com a narração de um observador atento e ciente de todos os elementos da vida dos personagens. Eu me enxerguei em muitas frases, parágrafos e passagens do livro. Não poderia ser diferente. Ele fala de vida! Mas as últimas partes da obra me tocaram profundamente, levando-me às lágrimas. É lindo! Surpreendente, desafiador! Para quem não tem muita experiência de leitura e deseja conhecer este livro, sugiro que não pare a leitura nos obstáculos que ela possa parecer oferecer. Siga em frente e deixe que as palavras os toquem. Elas farão isso! Fatalmente! Espero reler daqui a algum tempo e ver em que medida minhas visões se alteraram e de que modo serei tocado pelas palavras bem colocadas e sabiamente organizadas por Kundera neste manancial de possibilidades e interpretações que se chama A Insustentável Leveza do Ser!
A todos, meus abraços.
Wagner.

sábado, 18 de abril de 2015

A CASA DE CARLYLE E OUTROS ESBOÇOS

Quando comprei o  livro "A casa de Carlyle e outros esboços" minha intenção era conhecer um pouco do universo literário de Virginia Woolf. Minha estante ainda não tinha nada da autora e como vi o livro me conquistando pela capa, acabei comprando. Não li as descrições presentes no exemplar, não abri e levei para casa sem saber que se tratava de um diário (ou parte de um...). 
Na verdade, não consegui conhecer muito da escrita artística de Woolf, mas, sim, comentários tecidos por terceiros sobre a vida e obra da mesma. A casa de Carlyle e outros esboços traz sete textos curtos, páginas de diário, que nos revelam um pouco da mulher Virginia Woolf. Optei por não logo de início os comentários feitos sobra a autora para não me influenciar e, assim,  poder tecer, eu mesmo, minhas próprias considerações. 
A mulher Woolf, me pareceu bastante crítica, ácida com as palavras, observadora, mas com um texto carregado de certa melancolia e cansaço. É como se as coisas, o mundo e as pessoas a cansassem. Não é possível tecer julgamentos sobre os textos sem um contexto específico de quando e em que circunstâncias os mesmos foram escritos. Assim, após a minha leitura, recorri aos comentários presentes na obra, o que permite análises das palavras de Woolf nas datas em que foram construídos e do material humano em que a mesma estava embebida. Como eu gosto de ler biografias, ou conhecer a vida dos autores depois de ler sua obra literária, acho que errei começando por este livro. Mas para quem se interessa por diários e biografias, os textos serão degustados com prazer.
De qualquer modo, é possível chocar-se com certas passagens, com o tom dado às descrições de algumas pessoas e fascinar-se com um tom delicado e feminino que se mescla à firmeza de olhar e decisão que senti ao ler os esboços. 
A todos, meus abraços.
Wagner Dias

quarta-feira, 15 de abril de 2015

VIDAS SECAS

Para dar uma pausa às narrativas de guerra, reli, após mais de dez anos, a obra Vidas secas, do grande escritor Graciliano Ramos. Reler um clássico é sempre um desafio e uma redescoberta. Primeiramente a sensação de saber o que acontecerá. Em um segundo momento, as minúcias e alguns detalhes que em uma primeira leitura passam em branco. Tudo isso se soma à nossa passagem pela vida. Os anos que vagarosamente passam trazem consigo uma série de elementos que modificam nossa visão de mundo e nossa perspectiva sobre as obras lidas. Magnífico! É o que posso dizer de Vidas secas. 
Linguagem regionalista, personagens muito bem construídos e toda a saga de um povo - o nordestino - na luta pela vida e contra a seca. Nunca foi tão atual a obra! Imortalizado nas letras de Graciliano ramos, o livro Vidas Secas mexe com nossos sentidos. É de uma pureza ímpar, de uma força gigantesca que nos causa dor, tristeza, alegria, sorrisos e revolta! Sem dúvida, neste livro encontram-se dois dos mais marcantes personagens da literatura brasileira, sob a minha ótica, claro: Fabiano, o bruto homem de poucas palavras que luta pela vida e a doce cadelinha Baleia. Baleia ganha dimensões infindáveis que a tornam um personagem marcante, cativante e quase humano. Se há uma mensagem nesta obra, tal mensagem é a da esperança, ainda que tudo pareça seco, morto, sem vida! Qual o preço do sonho? Porque lutar por um sonho? Porque vale a pena. Vale a pena acreditar que poder-se-á, um dia, dormir em uma cama de couro cru, abandonando a dura e nodulosa cama de varas! É preciso querer. 
Em linhas gerais, trata-se de um livro fascinante. 
Recomendadíssimo!

Na foto desta postagem, encontram-se ilustrações de Aldemir Martins, feitas especialmente para o livro.

Meus abraços,
Wagner Dias.

sábado, 11 de abril de 2015

O MENINO DOS FANTOCHES DE VARSÓVIA

Já fiz coisas malucas nesta vida! Bem, maluquice também depende dos olhos que a analisa. Para muitos é maluquice beijar e cheirar uma flor, abraçar uma árvore, um livro... para outros... Hoje terminei de ler a obra de Eva Werver, O menino dos fantoches de Varsóvia, mais um livro que tem como mote a Segunda Guerra Mundial. não é segredo para quem acompanha o blog a minha fascinação por este tema. Acredito ter tido uma vida passada e, provavelmente, vivi neste período trágico da humanidade, sendo judeu, soldado nazista ou algo do gênero, tamanha minha fixação pelo assunto. Entendam: tenho pensamentos malucos! Ao terminar de ler o livro acima referido, eu o abracei. É tocante a história, comovente. Nenhum coração sensível seria capaz de não permitir que lágrimas corram do rosto com a narrativa. É uma obra de ficção, mas tão bem estruturada e escrita que chega a parecer real. Tive vontade de abraçar a autora! Já li muitas obras falando sobre a Segunda Guerra, mas este traz um outro lado. Mostra, além da visão dos judeus, alguns pontos da vida dos soldados nazistas que devem ser também analisados. Nada justifica o Holocausto, mas na vida, nem tudo deve ser tomado com radicalidade, ou teremos novas guerras. Há de se ponderar, em tudo. Eva Werver pondera, emociona e nos gruda os olhos no texto promovendo emoção, reflexão e prazer de ler.
Recomendo a leitura de O menino dos Fantoches de Varsóvia! Os traços e marcas deixados pela Segunda Guerra não podem ser esquecidos. Precisamos nos lembrar, sempre, para que não haja repetição!
A todos, meus abraços!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O MENINO DA LISTA DE SCHINDLER

O menino da lista de Schindler é mais uma obra ambientada no período da Segunda Guerra Mundial. Tenho certa predileção por histórias de guerra e, neste caso, a narrativa se completa por uma gama de emoções retratadas por quem as viveu no contexto de realidade. Trata-se da vida de  Leon Leyson, judeu, o menino que conta como escapou da morte nos campos de concentração graças a Oscar Schindler. O livro se assemelha à própria obra A lista de Scindler, porém, ica focado na vida de Leon e em partes que A lista de Schindler não detalhou. Impossível não se emocionar com as atorcidades da guerra. O fim do livro é muito interessante, pois mostra o que houve com os judeus no pós guerra, fato que muitas das narrativas ambientadas no períodoaqui retratado deixam de contemplar. É um bom livro para jovens leitores, principalmente para aqueles que gostam de História. O livro, realizado a seis mãos (Leon Leyson, Marilyn J. Harran e Elisabeth B. Leyson) é um convite ao entendimento do que foi o holocausto e que cicatrizes foram deixadas élo terror promovido pela xenofobia. Apesar da dureza do tema, a sensibilidade com que a história é contada contagia e faz com que o leitor queira, a cada página virada, encontrar respostas para suas inquietações! Um belo livro! Um documento histórico! Recomendo!
Meus abraços!

sábado, 10 de janeiro de 2015

COLEÇÃO CACHORRINHO SAMBA

A postagem de hoje alude à coleção Cachorrinho Samba, da Editora Ática! Com os livros desta coleção, vivi momentos mágicos no período da minha pré-adolescência! Em especial os livros "A montanha encantada" e "A mina de ouro". Os livros da coleção são de autoria da brilhante Maria José Dupré, também autora do clássico "Éramos Seis"! Ainda me lembro das aventuras vividas pelos personagens pelos arredores da casa do padrinho e madrinha, os lanches deliciosos, os mistérios desvendados e a magia que se esconde atrás de uma leitura agradável e instigante. É uma boa coleção a ser indicada aos leitores que estão sendo iniciados ao universo da literatura! Vale a pena conhecer! 
A todos, meus abraços!